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sábado, 18 de janeiro de 2014

Livro vs. Filme: Coraline



   Para mim, Coraline é a minha "Alice Dark". Sempre gostei da Alice do país das maravilhas, mas um puro "país do nada" criado por um ser em que quer roubar os seus olhos e por botões no lugar sempre foi um pouco mais interessante e assim finalmente comprei uma edição do livro do Neil Gaiman, quando abri o pacote tive a surpresa de encontrar uma edição em inglês. Depois percebi o por que do preço tão barato. Mas que comecemos, então.

Primeira ilustração do livro
Sinopse:
   No livro, a jovem Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua
 curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, a menina consegue abrir uma porta que sempre estivera trancada na sala de visitas de casa e descobre um caminho para um misterioso apartamento ‘vazio’ no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. Na verdade, aquele parece ser um “outro” mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.


O LIVRO:
  Coraline foi o primeiro livro de Neil Gaiman escrito para o público juvenil, mas não deixou a desejar em nenhum momento, com sua bela narrativa e a carismática protagonista.
   Devo dizer que a história é de dar calafrios em certos momentos e as ilustrações de Dave McKean, que já trabalhou com Gaiman em Sinal e Ruído e Mr. Punch, são belas mesmo sendo apenas preto e branco, mostram que o trabalho não é apenas para um público jovem, mas para adultos também se fascinarem.
Uma das ilustrações que eu mais gostei.
   A maioria aqui já sabe que eu gosto muito do Neil Gaiman e até esta edição, eu apenas lera ediçoes brasileiras, mas mesmo com este empecilho, não senti muitas dificuldades de ver o grande autor que ele é. Sua narrativa é rápida, o livro por assim dizer é cur

to, pequeno, mas perfeito para ser saboreado (haha).
   Agora falando dos personagens, durante a história não são muitos que enchem as páginas. Na maioria das vezes, nos vemos sozinhos com Coraline e "seu" gato sem nome que diz não precisar ter um nome e quando não, vemos a mesma enfrentando a Outra Mãe, mas a garota se vê no centro de vários adultos e a maioria, os seus verdadeiros pais, nem ao menos a querem por perto.
   A parte totalmente irreal, isto é, que uma criança talvez nunca teria dado continuação se fosse real, é a naturalidade que Coraline agiu com a Outra mãe quando a viu pela primeira vez. Ela diz que a mesma tem o mesmo corpo e também voz, tendo como diferença os olhos que eram botões, este pequeno detalhe já teria feito com que qualquer um nem ao menos tocasse na comida que ela fazia ou parasse para escutar a sua explicação: "Oh, Coraline, eu sou a sua Outra Mãe", mas também se não ocorresse, não haveria história a ser contada. 
   E há outro ponto muito interessante, em todo o decorrer do livro, Coraline apresenta um extinto de curiosidade e exploração caçando as respostas para os seus porquês e ondes, e talvez seja por isso que não entendi tanto o porque de Coraline mesmo dando de cara com sua Outra Mãe continuou ali, por que quando crescemos perdemos um pouco deste sentido de exploração, de querer perguntar "Por quê?".

O FILME:
   O mesmo é tão fiel e infiel ao livro como qualquer outra adaptação. Houve cortes e acréscimos. Para quem viu, há personagens como o vizinho Wybie e sua avó que não surgem uma uanica vez no livro ou a parte sobre a boneca idêntica a protagonista, mas fora isso, o filme é tão bom quanto, mas como sempre, se não leu, leia.
   Ambas se encontram naquele conflito de ter que ir atrás dos pais e acabar com a Outra Mãe, mas o livro não é apenas isso, não é apenas sobre uma garota que se sente obrigada a terminar o que começou, mas é sobre uma garota que passa dias em casa, sozinha, esperando os pais que não voltariam e que assim, tem de encontrar uma coragem que achava não ter e assim passar por desafios impossíveis que apenas Gaiman poderia criar.
   Algo que não gosto tanto no livro e que devo achar que o filme se superou foi o design dos personagens, as ilustrações como disse são muito bonitas, mas teve algumas que pareceu me mostrar uma Coraline muito mais velha do que deveria ser. E o modo como no filme foi mostrado todo o lugar, a neblina e toda a escuridão, o próprio gato com suas peculiaridades e a luta final me cativaram demais. 

CONCLUSÕES:
   Sou um fã do filme, principalmente pelo diretor ser o mesmo de O Estranho Mundo de Jack, mas também por todo o ambiente criado com um toque de originalidade, mas podendo escolher entre um deles, prefiro o livro, por obviamente, ser mais completo, mais uma das obras-primas de Gaiman. 
   Ainda há a HQ que tenho planos de ler, a mesma foi feita em 2008. Abaixo deixo algumas fotos de capas (a minha, por sinal, é a primeira da segunda coluna) e mais uma foto da HQ.
Uma das ediçoes em HQ feita por P. Craig Russel

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Resenha #5: A Comédia Trágica ou a Trágica Comédia de Mr. Punch

  
 

   Este rápido romance, escrito por Neil Gaiman e Dave Mckean é uma historia de segredos e infância, onde te faz pensar até que ponto a memória do personagem o enganou e até que ponto o que aconteceu era real.
   Para quem não sabe, Mr Punch é de uma história de fantoches, Punch e Judy, em que sem rodeios, é o tipo de comédia em que leva morte o tempo todo para educar as crianças, em outras palavras, seria talvez, um South Park ou os desenhos adultos que passam no Comedy Central, mas sem sangue, apenas um porrete.
   O teatro com o casal de bonecos Punch e Judy é uma tradição britânica pelo menos desde o século XVII. A história varia um pouco, mas quase sempre envolve Mr. Punch não conseguindo cuidar do bebê do casal, e aí levando pauladas da esposa Judy, até que chega um policial para resolver o caso. Para os britanicos, esta história e narrativa é bem comum, o que gera um certo estranhamento nas primeiras páginas em que você conhece o Mr. Punch, mas muitas vezes você encontra vídeos no youtube ou até mesmo no filme Charada com Aurey Hepburn, mostra uma rápida cena dela explicando o que ocorre na história de fantoches.
   A HQ em si é muito bem explorada, geralmente, quem lê bastante presta mais atenção no texto e quem desenha presta atenção nas gravuras, isso é normal, um fato, mas a parceria de Dave Mckean e Neil Gaiman é muito interessante, pois quando há textos maiores, as gravuras são mais simples e quando há gravuras mais específicas, os textos são rápidos, fazendo essa alternância e assim havendo uma apresentação gráfica, muito mais interessante.
   
   A sinopse da história, com poucos rodeios é a seguinte:
   Em Portsmouth, cinzenta cidade do litoral da Inglaterra, um garoto passa uma temporada inesquecível na casa dos avós. Um período de amadurecimento e descobertas, reveladas por personagens insólitos: seu tio-avô Morton, marcado desde a infância por uma deficiência física; uma misteriosa mulher, que ganha a vida interpretando uma sereia, e Swatchell, um artista com um passado obscuro. À medida que as histórias desses personagens se entrelaçam e se desdobram, o garoto é forçado a confrontar segredos de família, estranhos fantoches e um pesadelo de violência e traição, em uma sombria fábula sobre o fim da infância - e da inocência - e a passagem para a vida adulta. Mr. Punch foi escrito por Neil Gaiman, aclamado autor de Sandman, Deuses Americanos e Coisas Frágeis, e ilustrado por Dave McKean, premiado artista de Asilo Arkham e Cages. Parceiros de longa data, já realizaram diversos trabalhos juntos, entre eles a graphic novel Sinal e Ruído. 

   O começo do livro é muito interessante, por que te remete a pensar sobre o seu próprio passado, a nostalgia do livro, do jovem homem se recordando de seus avós.
   Outro detalhe que tenho que frizar é que este livro não é só de Neil Gaiman, ele escreve muito bem, as passagens são ótimas, a história é intrigrante, mas sem as colagens e traços de Dave Mckean, creio que o livro ou hq ou graphic novel, como preferir, não daria tão certo. Seria talvez, mais algum conto de Gaiman ou talvez nada, pois a mesma necessita do visual, das cores e das palavras, se juntando sendo apenas um corpo e assim, chegando aos seus olhos.
   O preço sugerido desta é de 49,00, mas se caçar no submarino, você pode encontrar algumas promoções.
   

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Resenha #3 Coisas Frágeis Vol. 1 e Vol. 2

   

   Cada autor tem uma pequena história para contar, não importa se é um best-seller ou um conto engavetado ou ainda está em seus sonhos e pensamentos, todo autor tem uma pequena história e esse é o objetivo da profissão, contar essas histórias. Nesses dois volumes de Neil Gaiman, é o que ele faz, ele conta as histórias de personagens distintos, feitas em épocas distintas de sua vida em ocasiões e pedidos diferentes.
   Na primeira página do livro você vê a primeira tentativa que seria o título deste livro, que seria, Essa gente deve saber quem somos e contar que estamos aqui, título grande, mas em homenagem a HQ Little Nemo, mas como certas coisas não saem do Mundo das Ideias, essa saiu e se tornou Coisas Frágeis devido à um sonho de Neil Gaiman, neste ponto, ao ler a introdução do livro, eu senti não como se estivesse a ler apenas contos e histórias que talvez nem pudessem se unir ou entrelaçar, mas senti como se fosse realmente uma parte de Gaiman, seus gostos, seus sonhos, seu talento. Assim como qualquer romance seu, Coisas Frágeis é espetacular.
   Então, na introdução, você encontra uma introdução de como ele chegou a fazer o conto, às vezes ele fala de algum premio de recebeu, mas isto de cada conto. Vou falar dos contos que mais me chamaram a atenção em cada volume:

Página da HQ Little Nemo de onde foi retirada
a foto da primeira página do livro
Coisas Frágeis Vol. 1
  • Um Estudo Em Esmeralda, eu sempre leio os capítulos e geralmente, não a sinopse e fiquei muito intrigado pois, o título, se o modificar Esmeralda por Vermelho, temos o primeiro romance com Sherlock Holmes por Sir Arthur Conan Doyle, Um Estudo Em Vermelho e eu adoro o Sherlock (haha), mas então descobri algo melhor, este conto é uma mesclagem de Sir Arthur Conan Doyle e H.P. Lovecraft, outro autor que merece um comentário separado. Então, o conto é muito bem esquematizado e o Gaiman faz uso o típico "Show, Don't Tell", ele não explica o mundo em que vivem os personagens, apenas mostra fragmentos e espera que você junte, o que é muito legal para fãs de H.P. Lovecraft.
  • O Problema de Susan, tenho que dizer que o livro Coisas Frágeis Vol. 1 te faz pensar em livros antigos e autores célebres. Prefiro não comentar muito e acho que se você pular o parágrafo dele falando sobre o conto, se torna muito mais divertido.
  • Golias, este é um dos melhores, mas também mais confuso por ter sido pedido para se fazer sendo baseado em Matrix, o primeiro filme, mas não deixa de ter um início, um meio e um fim muito bem feitos. É como se você estivesse vivendo na cabeça de um habitante da Matrix, que nem ao menos sabe ser a Matrix, o que o torna muito interessante, recomendo para fãs deste filme, mesmo que não curtam o autor, tentem achar na internet.
  • Como Conversar Com Garotas Em Festas, o título é incrivelmente estranho e te faz pensar "Como assim, Neil?" e eu pelo menos pensei, um conto adolescente romântico talvez, mas como eu digo "Nunca julgue um livro pela capa ou sinopse", você se arrepende. Esse conto não é perfeito, mas é engraçado de certa forma, por que ele junta dois caras, um festa e garotas bizarras e faz um conto de ficção, meio dramático que chega a ser cômico.
Coisas Frágeis Vol. 2
   Neste volume tem diversos poemas, então vou fazer uma pequena lista dos que mais me chamaram atenção, depois dos contos.
   Poemas:
  • Instruções, faz você pensar em um mundo de maravilhas, simples, com poucas regras, mas perfeito com as mesmas.
  • Cachinhos, me fez sentir como criança.
  • Minha Vida, acho que só você lendo para saber, não pode ser explicado em palavras. Ele se inicia desta forma "Minha Vida? Caramba, você não ia querer ouvir a minha vida", na minha cabeça veio a voz o robô Marvin do Guia do Mochileiro das Galáxias dizendo "Vida? Não me fale sobre vida", o que me fez rir na mesma hora.
  • O Dia em que os Discos Voadores Chegaram, eu ri ao fim deste, no faz pensar como damos valor a coisas pequenas que ao reparar você descobre que seriam fúteis para qualquer um.
   Contos:
  • Hora de Fechar, sabe aqueles filmes em que o personagem conta tudo o que aconteceu e no final diz não ter percebido algo crucial, que apenas no fim da situação ele pensa "Me ferrei"? É mais ou menos assim, tem um cara falando sobre suas aventuras em clube e em uma delas, um cara conta uma história sombria. Uma história de muito tempo, que já estava quase sendo esquecida. O que me fez ter calafrios e curiosidade no texto de introdução é que ele diz que até certo ponto é real.
  • O Dia dos Namorados de Arlequim, de certa forma é triste e lindo. Um romance sobrenatural. Gaiman transforma um personagem sobrenatural, um palhaço, de certa forma, em um bobo romântico e no fim você percebe que todo romance tem uma perda.
  • Como Você Acha que Me Sinto, outro romance romântico de Gaiman. Só que com uma pitada sobrenatural, como sempre e desta vez de sexo, se você não gosta de cenas de sexo, o pule, não tem muito, mas tem certos palavreados e etc. Ele se desculpa no livro e avisa, então é so ler a introdução antes, mas eu não o pularia, é bem escrito com um final maravilhoso e tem aquela essência de loop, em que o autor começa a história no fim.
  • Quem Alimenta e Quem Come, eu fiquei meio horrorizado, principalmente com a idosa que aparece na história. Novamente, Gaiman usa o famoso "Show, don't tell" e te mostra detalhes, esperando que você os una e no fim saiba do que ele esta falando.
 
Neil Gaiman
   Em ambos os livros, tem outros contos ótimos, mas em minha opinião e quando eu li, estes foram ótimos. No primeiro livro, tem o conto O Monarca do Vale e recomendo que leia Deuses Americanos, por que este conto é com o personagem principal deste romance, o que torna um pouco confuso, mas se não se importar, leia, dá para entender tudo. O problema é que ele não se prende em detalhes desnecessários do personagem, tipo, características físicas.
   Acho que é isso, o primeiro livro tem 205 páginas e 10 contos, sem poema algum, o segundo tem 166 páginas com 22 contos e poemas. Em minha opinião, eu gostei mais do primeiro, mas o segundo tem os seus pontos fortes. Recomendo para os que escrevem contos, totalmente, te mostra que nem todo conto precisa ter sei lá, dez páginas, que é só ter um início, meio e fim, um personagem, uma história e a vontade de escrever. E também recomendo para os fãs assíduos de Neil Gaiman, assim como os que querem uma leitura diferenciada.
   Obrigado, do dono da pagina Portico.  

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Resenha #2 Lugar Nenhum


  Já imaginou se houvesse uma linha tênue em que escondesse um mundo cheio de monstros e pessoas estranhas do nosso. Agora, na sua frente uma garota de cabelo vermelho e olhos estranhos poderia estar te encarando e você mal perceberia, por que ela "não existiria", então, talvez você já ou nunca tenha pensado nisso, mas Neil Gaiman pensou e escreveu. 
   Minha meta nessas férias seria de ler sete livros do Neil Gaiman e se surgisse algum mais, eu leria, terminei três, Lugar Nenhum, O oceano no fim do caminho, que já pode ver a resenha aqui e Coisas Frágeis, essa é a resenha de Lugar Nenhum, um dos melhores livros que já li do mesmo.

   Veja a sinopse: Em 'Lugar Nenhum' Neil Gaiman conta a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra - a Londres de Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos - e é para lá que Richard vai.

   Como sempre, Neil Gaiman consegue pegar um personagem de vida comum, adicionar personagens mágicos, deuses e no fim coloca uma pitada de lutas e apreensão e para compesar umas palavras qualqueres e cria um livro fantástico. 
     Lugar nenhum não é do livro que te faz pensar em um culpado em cada página, mas te faz pensar na situação de cada personagem em cada pagina. Temos quatro personagens relativamente importantes, Richard, Door, o Marquês de Carabas e Hunter. Cada personagem tem um missão que quer concluir consigo mesmo, por exemplo, Richard quer saber o que esta acontecendo e voltar para casa. E Neil Gaiman, usa esses personagens com problemas convergentes, os junta e em meio a uma confusão que tem momentos nem o leitor entende (sim, por exemplo a lady Door, eu acho, deveria ter um spin-off, pois você descobre muito sobre ela e ao mesmo tempo nada) cria uma historia que te faz anciar por mais e cria aquela pequena sensação de vazio no estômago, comigo, prefiro fizer que foi no coração, pois o Gaiman, toca o meu coração com suas palavras (haha).
    Sobre o fim, deixa a desejar, mas e um jeito bom, isto é, você ancia por mais, mas não fica zangado pelo o que aconteceu, na minha situação fiz até um meio sorriso de "Neil Gaiman me cativando", pois o mesmo parece saber exatamente o que escrever para chamar a atenção do leitor.
   Recomendo totalmente para pessoas que gostam do gênero de fantasia e até mesmo as pessoas que não leem este gênero. Neil Gaiman é um autor para qualquer idade e qualquer pessoa.  
   Este livro foi seu primeiro romance e não acho que exagero ao dizer que esse livro é um resumo do que pode encontrar em qualquer outro de Gaiman, já li quatro livro deles, todos com temas diferentes, mas com um estilo remotamente semelhante que converge para Lugar Nenhum (bizarro coisas convergirem para Lugar Nenhum, tipo você lendo isso em um blog chamado "Lugar Nenhum no Mundo das Maravilhas haha).
   O livro tem 334 páginas, recomendo a edição especial da editora Conrad, ainda há uma HQ e se não me engano duas séries da BBC, tenho planos de assistir e quando fizer o mesmo, volto para dizê-los o que achei.
    Obrigado, do dono da página e seu anfitrião neste reino, Junno Sena ou Portico para os mais chegados. (haha). E desculpa a demora, viajando. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Resenha #1 O Oceano No Fim Do Caminho

  

  Olá para vocês, viajantes do mundo para este lugar sem nome em um país de maravilhas, meu nome é Junno e este é o meu humilde blog e reino (haha). Então, como primeira postagem queria dedicar a mesma a um dos meus escritores preferidos, Neil Gaiman com o seu último livro publicado aqui no Brasil, O oceano no fim do caminho. E de início quero por uma citação dele:

"Livros eram mais confiáveis que pessoas, de qualquer forma"

da página 18 para quem quiser reler estar parte.

   A sinopse é a seguinte: 

   Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos.
Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.
   Então, durante o livro embarcamos em uma aventura nas memórias de um homem como menino e sua amiga, Lettie Hempstock. 
   Eu não gosto muito de ler sinopse antes de ler o livro, entao a leio apenas quando termino e nesta, foi uma surpresa quando eu iniciei o livro, pois já havia lido alguns livros de Gaiman, como Lugar Nenhum e os Filhos de Anansi e ambos os protagonistas eram adultos e as histórias eram adultas, mas nesta a visão era de um garoto que em sua infância lia demais e tinha poucos amigos ou quase nenhum.
    Mas esse detalhe não impediu que o livro perdesse a mágica Gaiman, ele em poucos palavras é especial do seu jeito. E recomendo que o saboreiem de forma lenta, mesmo sendo um livro de um pouco mais de 200 páginas. 
    A narrativa é rapida em muitas vezes, mas em outras a riqueza dos detalhes compensa, os personagens são diferentes de sua forma e se complementam, como em todo história deve ser. 



    Sobre o final, para quem leu, é o seguinte (quem não leu pode ler este parágrafo também), o final chega a ser um pouco triste e decepcionante, mas é perfeito para a história. Na maioria dos livros de fantasia a historia tem três partes: 1) Você cai na historia sem saber de nada; 2) Aprende sobre o mundo que está e 3) Termina com um sorriso no rosto, por que entendeu e o personagem fez o que tinha que fazer. Esse como eu disse, é diferente: 1) Você como sem entender nada; 2)Continua sem entender nada, mas pensa estar entendendo e 3) No final você percebe que não entendeu nada. Numa narrativa como essa, o autor não precisa explicar todos os detalhes, por que mesmo que você não entenda, a história se torna legal. Esse é o Neil Gaiman cativando seus leitores.
   Veja o website do livro, que eu amei demais e ainda soube demais algumas obras cinematograficas de Neil Gaiman, clique aqui.
    Não gosto de dar notas, por que é muito relativo, então pararei por aqui. (haha) Espero que tenham gostado e comentem. :P