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terça-feira, 14 de abril de 2015
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Rsenha #11 Cartas na Rua
O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.
- Bukowski
sábado, 12 de outubro de 2013
Vermelho Carmim
O brilho da Lua lhe chegava aos olhos quase o cegava depois do breu que passava nas últimas horas. Não tinha certeza, mas tudo parecia piscar a sua volta, brilhando como vagalumes.
Ergueu a mão e tentou focalizar a imagem calmamente, a mesma estava com manchas vermelhas, parecia sangue, apenas com sua percepção visual, percebeu ser espesso e era fresco. Não sabia o porque das manchas e muito menos o de estar deitado no gramado de algum lugar. Suspirou cansado, virando o pescoço, estudando e tentando reconhecer o local.
Sua mente, estava gravada, marcada e riscada, parecia que tudo havia sido apagado menos uma palavra que se recusava a pronunciar.
Levantou uma das pernas e depois o resto do corpo, tudo parecia explodir em apenas um sentido, dor. Sua voz não saía, eram gemidos. Naquele campo aberto apenas se ouvia o ranger de suas engrenagens biológicas e sua respiração ofegante.
Respirou fundo e se ergueu de apenas uma vez, tentando segurar os gritos, era quase como ossos se quebrando, ou se consertando.
Pôs as mãos nos joelhos, encarando o mar verde e não muito longe árvores imensas abrindo alas para uma escassa floresta. Estava inóspito, não havia som, nada, apenas sua respiração se acalmando. Passou a mão na testa, estava quente, suada e suja de sangue, não havia ferimento aparente, apenas sangue. Pensou novamente naquela palavra, mas a sua aparente amnésia dizia ser apenas mais um conto de fadas.
Se endireitou e seus pés, calçados por tênis all-star negros começaram a andar calmamente, não sabia para que lado, era apenas o seu instinto o levanto em frente. Não sabia como, mas começou a tentar fazer sua mente mexer as engrenagens e trabalhar, tentar descobrir o que ocorrera na última noite, mas quanto mais se esforçava, sentia apenas a branquidão.
Depois de alguns metros, aumentando o ritmo vagarosamente, tentando encontrar civilização e já com a respiração meio ofegante chegou em uma rodovia, o asfalto negro sem carro nenhum a passar ou ninguém a andar. Parecia o fim do mundo.
Olhou para ambos os caminhos e nenhum parecia levar a algum lugar, onde estava era o ponto máximo de uma curva pelo o que parecia, só outro lado da rua, árvores já eram aparentes.
Respirou o mais forte que pode e deu o primeiro passo para atravessar a rua. Quando chegou ao meio da mesma parou repentinamente, parecia que o ar de seus pulmões haviam sido expulsos de forma brusca e sua garganta ansiava para puxar algo levando a pura tosse, seca e junto um nome surgiu, uma memória. Uma garota de longos cabelos negros, olhos castanhos claros e pele cor de âmbar tomaram a sua mente e junto ecoava sua própria voz, que mesmo parecendo que nunca a ouvira, o jovem a reconhecia, "Jéssica".
A tosse se prolongou por alguns minutos até parar e em uma rouquidão repetiu:
- Jéssica - era quase como uma prece, uma vaga lembrança, uma mantra para continuar sendo forte.
Ergueu a mão e tentou focalizar a imagem calmamente, a mesma estava com manchas vermelhas, parecia sangue, apenas com sua percepção visual, percebeu ser espesso e era fresco. Não sabia o porque das manchas e muito menos o de estar deitado no gramado de algum lugar. Suspirou cansado, virando o pescoço, estudando e tentando reconhecer o local.
Sua mente, estava gravada, marcada e riscada, parecia que tudo havia sido apagado menos uma palavra que se recusava a pronunciar.
Levantou uma das pernas e depois o resto do corpo, tudo parecia explodir em apenas um sentido, dor. Sua voz não saía, eram gemidos. Naquele campo aberto apenas se ouvia o ranger de suas engrenagens biológicas e sua respiração ofegante.
Respirou fundo e se ergueu de apenas uma vez, tentando segurar os gritos, era quase como ossos se quebrando, ou se consertando.
Pôs as mãos nos joelhos, encarando o mar verde e não muito longe árvores imensas abrindo alas para uma escassa floresta. Estava inóspito, não havia som, nada, apenas sua respiração se acalmando. Passou a mão na testa, estava quente, suada e suja de sangue, não havia ferimento aparente, apenas sangue. Pensou novamente naquela palavra, mas a sua aparente amnésia dizia ser apenas mais um conto de fadas.
Se endireitou e seus pés, calçados por tênis all-star negros começaram a andar calmamente, não sabia para que lado, era apenas o seu instinto o levanto em frente. Não sabia como, mas começou a tentar fazer sua mente mexer as engrenagens e trabalhar, tentar descobrir o que ocorrera na última noite, mas quanto mais se esforçava, sentia apenas a branquidão.
Depois de alguns metros, aumentando o ritmo vagarosamente, tentando encontrar civilização e já com a respiração meio ofegante chegou em uma rodovia, o asfalto negro sem carro nenhum a passar ou ninguém a andar. Parecia o fim do mundo.
Olhou para ambos os caminhos e nenhum parecia levar a algum lugar, onde estava era o ponto máximo de uma curva pelo o que parecia, só outro lado da rua, árvores já eram aparentes.
Respirou o mais forte que pode e deu o primeiro passo para atravessar a rua. Quando chegou ao meio da mesma parou repentinamente, parecia que o ar de seus pulmões haviam sido expulsos de forma brusca e sua garganta ansiava para puxar algo levando a pura tosse, seca e junto um nome surgiu, uma memória. Uma garota de longos cabelos negros, olhos castanhos claros e pele cor de âmbar tomaram a sua mente e junto ecoava sua própria voz, que mesmo parecendo que nunca a ouvira, o jovem a reconhecia, "Jéssica".
A tosse se prolongou por alguns minutos até parar e em uma rouquidão repetiu:
- Jéssica - era quase como uma prece, uma vaga lembrança, uma mantra para continuar sendo forte.
domingo, 25 de agosto de 2013
Capítulo 1 de Miosótis
Já deveria ser cerca de sete horas da manhã
e Jennifer não pensava em sair da cama assim tão cedo, mas tinha que fazer o
mesmo. O ar frio e úmido invadia as cobertas. A mesma abriu um dos olhos,
recebendo luz até demais de sua janela, fechou-o rapidamente.
Abaixo das cobertas, não se via muito da
jovem, era um amontoado de cabelo escuro, se escondendo da claridade da manhã.
Você tem que levantar, meu bem, ela pensou como se falasse consigo mesma.
- Não. – ela murmurou fechando mais ainda os
olhos, mas sempre que ela dizia “não” era como se a sua própria decência a
levantasse, seu subconsciente não a deixava desistir. Pelo menos não depois de
tanto esforço.
Jennifer usava uma calça de moletom, com
meias grossas e uma leve blusa branca sobre o corpo. O frio, depois de tanto
tempo, apenas roçava em sua pele. A mesma nem se importava ou coisa do gênero.
Ainda com os olhos meio fechados, começou a se arrastar saindo de seu quarto até o banheiro no fim do
corredor. Antes de chegar ao mesmo parou em frente a uma porta antes da do
banheiro e olhou pela fresta da porta, podendo ver sua mãe, jogada na cama.
Por que ela pode e eu não? Ela pensou
calmamente e depois novamente aquela pequena decência sua respondeu: Anda logo.
E novamente começou sua marcha arrastada.
No banheiro, viu seu reflexo no espelho e
quis se internar, estava com cara de doente, na verdade, de uma morta-viva de
filme de terror antigo. Os cabelos castanhos escuros sobre o rosto, mostrando
apenas um dos olhos também escuros, com o rosto inchado com a sua cor de mel,
bronzeada.
Pegou seus cabelos longos e o jogou para
trás e em seguida tacou a água gelada da pia em seu rosto, tendo como consequência o claro despertar de todo o seu corpo. Levantou o seu rosto,
caçando a toalha e a passando no rosto.
Pegou uma presilha de cabelo e amarrou no
mesmo calmamente, fazendo um rabo de cavalo. Se olhou novamente no espelho e
finalmente percebeu que algo faltava. Pós a mão esquerda no rosto e percebeu que
estava sem os óculos. Voltou ao seu quarto e os pegou, os aros grandes e
pretos.
- Bem melhor – sussurrou.
O seu quarto era pequeno, talvez por todos
os livros a sua volta e a estante que guardava uma pequena metade, com uma cama
de solteiro e um guarda-roupa simples, ao lado da cama, onde estava o seu
óculos, havia uma mesa de cabeceira Pegou o seu celular da mesma e viu a hora,
marcavam exatamente sete horas e sete minutos. Alguém pensando em você, pensou
Jennifer, ou não.
Saiu do quarto e tentando fazer barulho para
acordar sua mãe desceu a escada o mais rápido e saltitante possível. Chegou a
cozinha, no primeiro andar e pôs água para ferver e em seguida ligou a
televisão vendo os noticiários.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Miosótis
Então eu o vi. Meus olhos estavam cansados, era cerca de
meia-noite e apenas diga-se de passagem, não era a festa que eu procurava, por
que (1) haviam dito que a banda Black
Cat tocaria, a música não é boa, mas o vocalista sim e (2) toda e qualquer
festa é melhor em sua cabeça, por que nela, todos se importam com você, todos
bebem da melhor bebida, ninguém fica bêbado e você atrai os olhos da pessoa
mais atraente.
Minha mão estava cheia do suor da latinha que eu
segurava e apertava entre meus dedos e as luzes da festa brilhavam em meu rosto
fazendo eu poder ver pouco, mas ao mesmo tempo muito e esse “muito” eram os
enormes olhos castanhos escuros e o cabelo também escuro, curto e bagunçado. É
ele, eu repetia para mim mesma. Mas ele não me via, pois isso era ser
invisível, olhar, mas nunca poder chamar a atenção de quem ama.
Dei um breve gole na latinha, era cerveja, eu odeio,
mas ainda não entendo como foi parar em minha mão.
Agora lembro, foi Sarah,
ela me dera e junto um conselho "Beba e o beije", não entendi direito
o conselho e ela também não me deixou perguntar, pois quando me virei seus
lábios já beijavam Damien, seu namorado.
O espaço do lugar era grande, as paredes, pelo menos
a que me encostava, era branca e refletia as cores do arco-íris vindas da
lanterna e as pessoas dançavam no meio do salão. Fui andando até o pequeno bar
e me sentei. Ainda o vigiava, ele estava do outro lado do salão e mesmo com a
confusão de escuridão e luzes, eu podia vê-lo.
Dei outro gole e disse:
- Beba e beije.
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